Novamente o termo “mensalão” volta aos noticiários políticos de todo o país. Termo criado após o escândalo de corrupção que envolveu o partido dos trabalhadores e outros partidos, no ano de 2005, que consistia na compra de votos por parte do governo Lula em troca de apoio parlamentar no Congresso. Desta vez, as denúncias de corrupção e pagamento de propina para parlamentares em troca de apoio na Câmara Legislativa do Distrito Federal, caem sobre o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e seus assessores mais diretos. As provas adquiridas através de uma longa investigação da Polícia Federal são os vídeos gravados por um dos envolvidos no esquema e quantias altas de dinheiro apreendidas em buscas realizadas em Brasília, Belo Horizonte e Goiânia.
A perplexidade diante deste novo caso não atinge somente a população brasiliense, mas a toda a população brasileira, que é espectadora constante de casos e mais casos como este, a grande maioria, sem uma investigação séria e profunda, muito menos com punição aos envolvidos. Desta vez, o farto material de provas e indícios adquiridos pela Polícia Federal, envolvendo as mais altas autoridades do governo brasiliense, deve ser o fiel da balança para a condenação de todos os envolvidos, pois é essa a expectativa de todo o povo brasileiro.
Após as denúncias, chovem discursos moralistas por todo o país, nas câmaras municipais, nas assembléias e principalmente no Congresso Nacional. É preciso que nossa indignação não se resuma às palavras, aos discursos fervorosos. Precisamos firmar um verdadeiro pacto em favor da ética e da moralidade na política brasileira. Uma reforma política séria e profunda precisa ser discutida e aprovada pelo Congresso Nacional, mas antes de qualquer mudança legislativa ou política, é preciso mudar nossa maneira de ver e vivenciar a política. Hoje somos meros espectadores dos acontecimentos políticos. Assistimos pela televisão, pelo rádio, nos indignamos, mas acaba por aí. Ficamos inertes, aguardando o fim natural dos acontecimentos, sem tomarmos uma atitude. Precisamos participar da vida pública, cobrar mais responsabilidade dos nossos representantes, acompanhando a sua atuação parlamentar, cobrar atitudes, posicionamentos daqueles que são pagos para nos representar. Precisamos de uma nova idéia de cidadania, de novas atitudes cidadãs, antes que as velhas práticas corruptas tomem conta das nossas instituições.
A perplexidade diante deste novo caso não atinge somente a população brasiliense, mas a toda a população brasileira, que é espectadora constante de casos e mais casos como este, a grande maioria, sem uma investigação séria e profunda, muito menos com punição aos envolvidos. Desta vez, o farto material de provas e indícios adquiridos pela Polícia Federal, envolvendo as mais altas autoridades do governo brasiliense, deve ser o fiel da balança para a condenação de todos os envolvidos, pois é essa a expectativa de todo o povo brasileiro.
Após as denúncias, chovem discursos moralistas por todo o país, nas câmaras municipais, nas assembléias e principalmente no Congresso Nacional. É preciso que nossa indignação não se resuma às palavras, aos discursos fervorosos. Precisamos firmar um verdadeiro pacto em favor da ética e da moralidade na política brasileira. Uma reforma política séria e profunda precisa ser discutida e aprovada pelo Congresso Nacional, mas antes de qualquer mudança legislativa ou política, é preciso mudar nossa maneira de ver e vivenciar a política. Hoje somos meros espectadores dos acontecimentos políticos. Assistimos pela televisão, pelo rádio, nos indignamos, mas acaba por aí. Ficamos inertes, aguardando o fim natural dos acontecimentos, sem tomarmos uma atitude. Precisamos participar da vida pública, cobrar mais responsabilidade dos nossos representantes, acompanhando a sua atuação parlamentar, cobrar atitudes, posicionamentos daqueles que são pagos para nos representar. Precisamos de uma nova idéia de cidadania, de novas atitudes cidadãs, antes que as velhas práticas corruptas tomem conta das nossas instituições.
Curitiba, 05 de dezembro de 2009.
Reinhold Stephanes Junior
É economista e deputado estadual do Paraná