Meu caro Stephanes Junior,
Como vc bem sabe, sou cancerologista e há anos luto pela conscientização de todos sobre os malefícios do fumo, em qualquer de suas formas. Fui presidente da Liga Paranaense de Combate ao Câncer, da Associação Paranaense de Combate ao Fumo, Comitê Anti-fumo no Paraná, Coordenador do Programa Latino-América Contra o Câncer, e etc, etc. Entendo perfeitamente sua posição e o apoio integralmente, pois também aprendí nestes anos todos que a única forma de conviverem harmonicamente fumantes e não-fumantes, é ao ar livre ! Ou seja, para o indivíduo que não fuma, passa ser tolerável que o fumante espalhe a sua poluição ao vento, reduzindo assim consideravelmente o prejuizo causado pelo fumo passivo. Por outro lado, ao fumante, que infelizmente não conseguiu ou não quer se libertar do vício, teria seu direito mantido de continuar se agredindo, sem um prejuizo maior aos indivíduos que estejam ao seu redor. A questão passa a ser meramente educativa, conscientizadora, porém democrática. Sabemos hoje que o fumo é a maior causa de morte evitável, em todo o mundo. Fico com muita pena ao ver meninas lindas, com pele e boca saudável, se exibindo às companheiras e companheiros com um cigarro na mão. Mal imaginam elas que o tempo fará com que não consigam se libertar do vício e com ele virá inevitavelmente a deterioração da pele, da gengiva e dos dentes, da laringe, do pulmão, dos rins, da bexiga, e de todo o sistema circulatório, responsável este pelos infartos e amputações de extremidades. Se analisarmos a posição dos donos dos estabelecimentos, veremos que se torna bastante difícil a coibição para o cumprimento da lei e fonte geradora de conflitos. No fundo, meu Amigo, minha preocupação é de que se estabeleça mais uma regra que passe a não ser cumprida, como tantas outras neste País...Meus parabéns pela sua luta.
Com afetuoso abraço,
Dr. Luiz Pedro Pizzatto
Mensagem recebida por e-mail em 27/08/2009.